A implantação do Sistema RegulaMT avançou em Mato Grosso com a conclusão de etapas estratégicas realizadas entre os meses de fevereiro e março de 2026. O cronograma incluiu uma oficina técnica em Cuiabá/MT para alinhamento de aplicabilidades, seguida pela fase de homologação para validação de fluxos operacionais. Atualmente, o projeto está focado na capacitação das equipes e usuários, visando a plena incorporação da solução tecnológica à rotina das áreas envolvidas com os serviços públicos de saúde.
De acordo com o assessor especial da Secretaria Adjunta de Atenção e Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Mato Grosso (SES/MT), Aldo Portela, “o RegulaMT incorpora funcionalidades estratégicas como fila única de regulação, gestão hierarquizada entre estado e municípios, protocolos e classificação de risco, gestão da oferta de serviços e encaminhamentos, monitoramento dos tempos de espera, integração com sistemas nacionais e suporte à tomada de decisão, contribuindo para ampliar a transparência, a eficiência e a equidade no acesso aos serviços de saúde”, esclareceu.

Aldo Portela destaca funcionalidades do RegulaMT. Foto: Divulgação.
O RegulaMT é uma plataforma tecnológica desenvolvida para apoiar a gestão da regulação do acesso aos serviços de saúde no Mato Grosso e foi concebida no âmbito da parceria entre SES/MT, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), por meio do Núcleo Avançado de Inovação Tecnológica em Saúde (NAVI), e a Fundação de Apoio à Educação e ao Desenvolvimento Tecnológico do Rio Grande do Norte (Funcern). “O processo de homologação do módulo ambulatorial alcançou 99,2% de aceite pelas áreas técnicas, demonstrando elevado nível de aderência do sistema às necessidades operacionais da regulação do acesso no SUS”, comemorou Portela ao avaliar os primeiros resultados das ações integradas.

Nícolas Veras durante oficina para implantação do RegulaMT. Foto: DIvulgação.
Para o coordenador técnico de Saúde Digital e pesquisador do NAVI/IFRN, Nícolas Veras, a incorporação da ferramenta tende a gerar impactos significativos na organização do fluxo assistencial. “Dentre os principais benefícios esperados, estão o aumento da transparência das filas, a melhoria da capacidade de monitoramento por parte dos gestores e a maior eficiência na utilização das ofertas, contribuindo para uma gestão mais qualificada e resolutiva no sistema público de saúde”, enfatizou.