IFRN lidera projetos nacionais de transformação digital

O Núcleo Avançado de Inovação Tecnológica (NAVI) do IFRN é um dos maiores centros de inovação do estado, mas no nosso instituto federal existem outras iniciativas inovadoras e tecnológicas e […]

Equipe de Comunicação NAVI
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O Núcleo Avançado de Inovação Tecnológica (NAVI) do IFRN é um dos maiores centros de inovação do estado, mas no nosso instituto federal existem outras iniciativas inovadoras e tecnológicas e assim seguimos firmes espalhando conhecimento e transformando vidas no Brasil e no mundo!

Transformação Digital

Será que algum dia poderemos fazer inscrições e cadastros em órgãos públicos sem ter de carregar várias cópias de documentos? Será que algum dia a emissão de certificados e diplomas de cursos técnicos, de graduação ou mesmo de capacitação serão simplificadas?

As respostas a esses questionamentos começaram a ser dadas ainda em 2019, quando o IFRN assinou o Plano de Integração à Plataforma Cidadania Digital. No documento firmado na sede da Secretaria de Governo Digital do Ministério da Economia, em Brasília, o Instituto se comprometeu a integrar a plataforma. Assim, os serviços que estão associados a trâmites administrativos poderão ser oferecidos através de plataformas digitais. Se em 2020, o projeto virou realidade, em 2021 ele está se expandindo.

Segundo o diretor de Gestão de Tecnologia da Informação do IFRN, professor André Gustavo, a coordenação da iniciativa ficou a cargo do Instituto potiguar: “o IFRN lidera o projeto com outras 10 instituições integrantes da Rede Federal. O objetivo é digitalizar os serviços oferecidos nessas instituições”. O diretor disse ainda que em 2020 foram atendidas mais de sete mil pessoas, no IFRN, em processos de matrículas de cursos de Formação Inicial e Continuada (FIC), Subsequentes ao Ensino Médio e de Graduação. “Em 2021, a meta é atender mais 17 instituições da Rede Federal. Para tal, iniciamos um debate sobre as possibilidades de simplificação dos processos/serviços”, acrescentou.

O que é?

A iniciativa de integração da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica foi financiada pelo Ministério da Economia, a partir do Programa Transformação Digital. André Gustavo caracterizou o Programa como “a oferta de serviços públicos de forma digital, com o objetivo de facilitar o acesso a serviços públicos digitais e diminuir a necessidade de o cidadão ir a uma repartição pública para ser atendido, como a Reitoria e os campi do IFRN, por exemplo”.

“Para o IFRN, a coordenação dos projetos é mais que um simples retorno ao pedido formulado pelo Ministério da Economia, é oportunidade de dar visibilidade a mais um dos nossos fazeres institucionais e, sobretudo, de oferecer a praticidade dos serviços digitais às comunidades, interna e externa da Rede Federal, que possui mais de um milhão de estudantes”, explicou André.

Monitoramento Estratégico

Com o objetivo de facilitar o acompanhamento do Planejamento Estratégico das Instituições que compõem a Rede Federal, a Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (Setec/MEC) procurou o IFRN. A intenção da Setec é a de que o Instituto proponha à Rede uma ferramenta que funcione de modo semelhante ao Farol de Desempenho, previsto no Plano de Desenvolvimento Institucional (PDI) do IFRN e disponibilizada no SUAP.

A proposição da Setec se dá em atendimento ao que determina o Decreto 9235/2017, que define as funções de regulação, supervisão e avaliação das instituições de educação superior e dos cursos superiores de graduação e de pós-graduação no sistema federal de ensino. A ferramenta a ser desenvolvida, nos moldes do Farol do IFRN, deverá ser composta por um conjunto de indicadores e metas, consignadas pelas instituições em seus Planos de Desenvolvimento Institucional, de modo a agilizar o acompanhamento das ações de gestão, entre outros.

“Tradicionalmente esse acompanhamento acabava sendo feito apenas através dos relatórios de gestão das instituições, que normalmente são entregues ao Tribunal de Contas da União (TCU) em maio do ano seguinte ao exercício do relatório. Dessa forma, fica quase impossível a Setec poder realizar um acompanhamento mais próximo, além das próprias instituições poderem avaliar suas metas de forma mais dinâmica”, justificou André.

Farol de Desempenho

O Farol em funcionamento no IFRN aponta quatro perspectivas do PDI (orçamento; gestão e infraestrutura; processos acadêmicos; e estudantes e sociedade) com os Objetivos Estratégicos (OE) correspondentes apresentados através dos indicadores Status, Farol e Barra de Progresso. Esses indicadores têm como função acompanhar os resultados institucionais a partir de um propósito definido. 

Para André, a ferramenta a ser desenvolvida precisa respeitar a autonomia institucional e as soluções computacionais existentes, propondo uma lógica de integração de sistemas, com vistas a reduzir o esforço no ajuntamento de informações: “e é na construção dessa solução que o projeto apresenta sua contribuição”, complementou. Além disso, o projeto ainda se propõe como alternativa na articulação entre gestores de Pesquisa e Extensão, buscando – como já é feito e demonstrado na Plataforma Nilo Peçanha, para o Ensino – definir indicadores nessas áreas da Rede Federal, o que permitirá a ela um panorama do seu tripé Ensino, Pesquisa e Extensão.